terça-feira, 26 de julho de 2011

Fraldinha - menina




Tintas Acrilex, nas cores:
Branco, rosa escuro e púrpura (chapéu, meias, laços e babados cor-de-rosa);
Branco, verde pistache e verde oliva (vestido);
Branco, amarelo ouro (flores), jacarandá (miolinhos);
Marfim, siena natural e sépia (cesta de flores);
Verde oliva, verde pistache, jacarandá, amarelo ouro, marfim, sépia (chão, folhas da cesta e dos cabelos);
Preto e azul turquesa (sapatos e cabelos);
Marfim, amarelo pele, siena natural, sépia, preto, vermelho vivo, púrpura (rostinho e mãos).
Obs.: O jacarandá pode ser substituído por sépia misturado a um tiquinho de vermelho.

Pincéis: Tigre, ref. 815, n. 2, não lixado. Pincel redondo, Tigre, n. 0, ref. 309.
Para mais informações sobre pintura de motivos infantis, clique no link:

Observações:
Se já mencionei em outra postagem, não me lembro, mas vale a pena repetir: O tecido de fralda tem as tramas bem abertas, então faça desenhos grandes, entre 15 e 25cm de altura. Quanto mais delicados os detalhes, maior deve ser o desenho. Esta garotinha tem, do alto do chapéu, até a sola dos sapatos, 25cm de altura. Observe na imagem abaixo a proporção do desenho em relação ao espaço (a fralda foi dobrada em 4 partes).

Por que o desenho tão grande? Por causa dos detalhes do rostinho. Se fosse um cachorrinho ou bonequinho com olhos grandes, eu poderia fazê-lo em tamanho menor, entre 15 e 20 cm, e colocar mais detalhes no chão. Mas como é uma menininha e eu quero enfatizar o rostinho, eu preciso que esta área seja a maior possível. Se a tinta for diluída corretamente, o tecido continuará  macio, maleável, e não irritará a pele do bebê. Por isso, tome cuidado com a quantidade de tinta, para que a área pintada não fique com excesso de tinta, com aparência de ter sido engomada.

Agora, observe a imagem ampliada do rostinho. 

Eu comecei marcando com sépia os olhos e as narinas. Depois, com a cor marfim, marquei as áreas claras: a ponta do nariz, queixo, bochechas e testa. Pintei os olhos com preto, sobre o sépia, deixando sem pintar as áreas de luz. Marquei a região da boca com o vermelho vivo e, com a sujeirinha que estava no pincel, colori as bochechinhas. Com a tinta cor de pele, escureci o contorno do rostinho, como quem faz a sombra de uma fruta redonda, só que sem marcar tanto, apenas sugerindo as áreas de sombra. Escureci um tiquinho entre os olhos  e logo abaixo do nariz, entre as narinas e o lábio superior (isso faz com a ponta do nariz se destaque, como se estivesse "saltando" para frente). Este mesmo efeito de profundidade usei no queixo, fazendo uma sombra abaixo da boquinha.
Mesmo a trama sendo larga, é possível dar volume aos lábios, com uma pitadinha de púrpura sobre o vermelho vivo. Bem no meio da boquinha, observe que há uma linha um pouquinho mais escura que o vermelho vivo, feita com púrpura. Usei um tiquinho de púrpura também abaixo do lábio inferior. É quase um pontinho, são só duas tramas do tecido, mas faz toda direfença.

Mãozinhas: Deixei apenas sugeridas, com sombras mais fortes que no rostinho, feitas com siena natural. Uma das dificuldades de iniciantes (e eu sei por experiência própria) é acreditar que para pintar mão é preciso retratrar todos os dedos, mesmo que estejam dobrados, mesmo que a mão esteja em uma posição em que alguns dedos não podem ser vistos. Isso não importa: para algumas pessoas, mão só é mão se tiver os cinco dedos aparecendo. Com o tempo e depois de praticar um pouquinho, a gente aprende a lidar  com essas situações. O mesmo acontece com os cílios. Observe os olhos da menininha. Se eu tentasse pintar os cílios, ela ficaria com um borrão escuro e grosso sobre os olhos. Numa trama larga como esta, basta deixar o traço um tantinho mais largo nas bordas externas dos olhos e pronto, ali estão os cílios, mesmo que eu não os tenha pintado um a um.

Dica para pintar cabelos pretos: Se você usar branco para as áreas de luz, o que conseguirá são cabelos grisalhos. Então, não misture branco e preto em cabelos muito escuros, faça as luzes com um tom de azul intenso, como o azul ultramar. Aqui usei azul turquesa.

Última dica (para uma amiga viciada em seguir riscos e guias de cores): use os riscos como inspiração, não como um trilho de trem, do qual você não pode escapar. Mude o risco, faça do seu jeito, com as suas cores, com o seu toque pessoal e, acima de tudo: relaxe e divirta-se. Ou seja: Saia dos trilhos, mulher! : D


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Como pintar rosas vermelhas

Pincéis Tigre, ref. 815, números 14 e 2;  ref 308, número 4.
Tintas Acrilex, nas cores: vermelho vivo, púrpura, vinho, amarelo ouro, marfim (rosas);  verde pinheiro misturado às sobras das tintas usadas para a pintura das rosas (folhas).
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Faço rosas vermelhas ao contrário de rosas de outra cor, isto é, começo pelas luzes. Isso porque não é possível clarear tons de vermelho escuro simplesmente passando sobre eles o vermelho claro. Então, faço assim: primeiro, uma marcação com o vermelho vivo, onde imagino que serão as bordas das pétalas que quero pintar.

 Depois preencho a rosa com a cor púrpura, cuidando para não avançar nas áreas pintadas com vermelho vivo.

 Mais vermelho vivo, reforçando as áreas claras, mesclando-as ao tom púrpura. Algumas sombras com a cor vinho

Em algumas áreas, uso um pouquinho de amarelo ouro, para realçar áreas de luz, mas sempre mesclando com o vermelho vivo, para que o amarelo não apareça. Neste exercício vou deixar o amarelo aparecendo, para você ver como fica.

Fiz as folhas com verde pinheiro misturado ao tons de vermelho que estavam no prato e fiz as luzes em marfim. Então comecei a segunda rosa.

Comecei com o vermelho vivo.

Preenchi com púrpura, sombra em vinho e alguns detalhes realçados com o amarelo.

Fiz os miolinhos das rosas com vinho, amarelo ouro e marfim. Mais algumas sombras nas pétalas com a cor vinho. Depois marquei o botão com vermelho vivo.

Fiz as sombras do botão com púrpura e vinho, e a luz com um tiquinho de amarelo ouro.
Para terminar, é preciso dar um retoque final em toda a pintura. Observe como há pontos em que o tecido aparece nas bordas da primeira rosa. Estes e outros retoques, como reforçar sombras e luzes, podem ser  feitos depois de terminada a pintura, enquanto a tinta ainda está molhada. Neste exercício vou deixar como está.
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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Vidro de geleia de pitanga

Pincéis Tigre, ref. 815, dos números 2 ao 14; e 308, número 4.
Tintas Acrilex;
Geleia: vermelho vivo, amarelo ouro, amarelo limão, vermelho vivo, vermelho escarlate, púrpura (geléia); Parte de baixo do vidro: branco,  pitadinha de azul caribe, púrpura e sépia.
Rótulo: rosa chá com clareador. Misturar um pouquinho de branco ao pintar o centro do rótulo.
Letras: verde oliva com uma pitadinha de vermelho (qualquer dos tons usados para pintar a geléia).
Pitangas: vermelho vivo, púrpura, amarelo limão, verde pistache, marfim para luz e verde oliva misturado a um tom de vermelho para os cabinhos.
Folhas: verde oliva (misturado a uma pitadinha de qualquer tom de vermelho), verde pistache, amarelo limão e marfim para luz.
Tecido da tampa: amarelo ouro, vermelho vivo, marfim e siena. Fita: verde pistache, amarelo limão, verde oliva. Marfim para luz.
Flores: azul caribe, branco para luz e uma pitadinha de azul turquesa para acentuar as sombras. Miolinhos em verde oliva com vermelho e luz em amarelo limão.
Sombra abaixo do vidro e das pitangas: sépia misturado a verde oliva e um pouquinho de vermelho. Em alguns lugares iluminei a sombra com um pouquinho de marfim.

Gostei muito deste risco. É da revista Pintura em tecido, Ano 1 , número 7, da Editora Online. Fiz poucas modificações. O que mudei bastante foram as cores, na verdade, todas. Este risco é ideal para quem quer aprender a pintar vidro e não sabe como começar, porque não exige grandes preocupações com bordas e reflexos. Na mesma revista há dois outros riscos de vidros de geléia muito bonitinhos.

Para pintar a geleia, dando a impressão de que contém pedaços de fruta,  misturei as tintas no próprio tecido, fazendo manchas com as cores amarelo ouro e amarelo limão (este não fez muita diferença, poderia ter usado somente amarelo ouro). Depois pintei algumas manchas com vermelho vivo e passei o pincel sujo de vermelho, com bastante delicadeza, sobre as manchas amarelas, para que ficassem alaranjadas. Depois fiz algumas manchas mais escuras com vermelho escarlate e algumas manchas de sombra, com a cor púrpura. Para dar volume ao vidro, fiz uma sombra com púrpura ao redor do espaço ocupado pela geleia. Lembre-se: o vidro é transparente, a gente não vê o vidro, o que vemos é o que está dentro do vidro e os reflexos de objetos e superfícies ao redor dele. Pintando a geléia, pinta-se o vidro. Fiz o brilho com branco.

Dica: Deixe para fazer o friso que representa o fundo do vidro por último. Depois de tudo pronto, pinte de branco o espaço que representa o fundo do vidro e pinte sobre a tinta molhada alguns reflexos: um pouquinho de púrpura nos cantos - reflexos da geleia; um pouquinho de verde e sépia junto ao chão e até um pouquinho de azul caribe, no centro. Lembre-se: pouca tinta, pouquíssima tinta, quase nada de tinta. Qualquer "sujeirinha" de tinta é suficiente para dar idéia de reflexos neste espaço tão pequeno.

Fiz o fundo do  rótulo misturando no prato rosa chá com clareador. No centro do rótulo clareei um pouquinho com branco.

Tecido que cobre a tampa: Fiz manchas com marfim nas áreas com mais luz. Depois misturei no pincel amarelo ouro com vermelho vivo e fiz algumas manchas mais alaranjadas em áreas sombreadas. Depois pintei o restante somente com amarelo ouro e, por fim, com o siena fiz as sombras mais escuras.

Pitangas: Quando terminei de pintar, achei que as pitangas haviam ficado ovais. Pitangas são achatadas, como pequenas abóboras. Então decidi fazer um estudo de pitangas. Aqui vai:
Para facilitar a visualização, é possível fazer o contorno dos gomos com a cor que será usada para a sombra. Neste caso, púrpura.


Preenchi a área com vermelho vivo. Se quiser algumas áreas mais alarajadas, misture o vermelho com amarelo ouro, mas faça isso colocando amarelo no tecido antes do vermelho ou faça a mistura no prato. Depois de pintar de vermelho, clarear com amarelo é possível, mas é um clareamento bem sutil.

Reforcei as sombras com púrpura e clareei um pouco com amarelo ouro.

Cabinho com verde oliva misturado ao púrpura e luz em marfim (em todas as pitangas). Comecei a outra pitanga, fazendo os gomos com vermelho vivo, e preenchi com uma mistura de vermelho vivo e amarelo ouro.

A pitanga verde foi feita com verde pistache e amarelo limão.

Para a pitanga mais alaranjada: amarelo limão e um tiquinho de vermelho vivo. Reforcei os brilhos e pronto, acabei. :)
 Observação: Se fizer os gomos com as cores claras e sobre elas colocar as sombras dos gomos, a pintura fica mais delicada, menos marcada pela sombra. Foi assim que fiz a ùltima, a alaranjada.